A revista Lifecooler dedica um artigo à Academia de Esgrima Histórica.

Leia o artigo na integra em: http://www.lifecooler.com/artigos/esgrima-historica/18643/

A esgrima histórica é uma arte marcial com cada vez mais adeptos. Seja qual for a razão que move estes guerreiros de capa e espada do século XXI, uma coisa parece certa: aprender a combater pode ser viciante. O Lifecooler quis experimentar a sensação.

É que na Academia de Esgrima Histórica segue-se a escola italiana. O livro de Fiori dei Liberi, intitulado Fiori di Bagttalia, é assim uma espécie de bíblia dos esgrimistas. E como explica Pedro Brito, estão sempre a aparecer novos documentos antigos que precisam ser investigados. É também isto que é o interessante na esgrima histórica, é o estar sempre a aprender.

No fim, saímos da Sala de Armas do Museu Militar, em Lisboa, a sentirmo-nos a Joana d’Arc (tirando a parte de ter sido queimada numa fogueira).

O gosto pelas artes marciais

Para quem está a tentar perceber o que é isto de esgrima histórica, podemos resumir dizendo que se trata de um conjunto de artes marciais de origem europeia, que recorrem ao uso de armas que hoje em dia já não são utilizadas para fins militares, ou de defesa pessoal, como é o caso das espadas, adagas (espada curta), lanças, bastões, bengalas e pingalins (espécie de chicote usado pelos cocheiros).

E é precisamente o gosto pelas artes marciais que é apontado como a principal razão para a prática desta modalidade mas a maior parte dos esgrimistas da Academia de Esgrima Histórica não esconde o fascínio pelas espadas e por todo o ambiente medieval que cerca esta arte marcial.

Jessica Gomes é uma das esgrimistas que treina na Academia de Esgrima Histórica para participar em competições internacionais. De Vagos, trouxe o título de Campeã Mundial de Espada e no próximo ano participa num dos maiores eventos de artes marciais da Europa, o Swordfish, na Suécia. Está, portanto, muito mais próxima da Joana d’Arc do que qualquer outra mulher portuguesa.

Um dos aspetos mais interessantes nestes campeonatos é que os participantes não são divididos por sexos, mas sim por peso, por isso homens e mulheres lutam frente a frente, explica Jessica, a meio de uma aula, num tom de voz bastante doce para quem tem uma espada na mão.

A esgrima histórica é um desporto exigente física e psicologicamente, sem dúvida, mas é também uma forma diferente de nos envolvermos com o nosso passado. Além dos treinos para os combates, os alunos da academia também praticam combates recreativos. Aqui a capacidade de improviso é uma mais-valia e a diversão é garantida.
Simulam-se assaltos e ofensas à honra e as lutas são feitas com espadas de madeira. Homens e mulheres, às vezes lado a lado, às vezes frente a frente, lutam como noutros tempos, na Sala de Armas do Museu Militar, em Lisboa. (A academia tem mais cinco Salas de Armas espalhadas pelo país).

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